Origem: Brasil, em todos os estados. Como trata-se da análise de um gênero inteiro, é esperada uma ampla distribuição. No entanto, cada espécie tem sua própria área de ocorrência, que pode variar significativamente de uma para outra. Também têm ocorrência marcante no continente africano;
Família: Lamiaceae;
Ecologia: grupo de 140 a 150 espécies tropicais a subtropicais, terrícolas ou rupícolas, frequentemente aromáticas, típicas de formações campestres, savânicas e florestais de diversas densidades dentro de todos os domínios de vegetação do Brasil (Amazônia, Caatinga, Cerrado, Mata Atlântica, Pampa e Pantanal), inclusive em área antrópica, campos rupestres, matas ciliares, palmeirais e restingas. São particularmente comuns na cadeia do Espinhaço.
São bastante parecidas com as espécies do gênero Lantana sp. (cambarás), inclusive com divergências entre especialistas. Análises filogenéticas (que levam em consideração a história evolutiva do grupo) mostraram que ambos os gêneros não são monofiléticos, ou seja, as espécies dentro deles não têm um único ancestral comum, o que implica na necessidade de revisão;
Porte: os alecrins-selvagens podem se comportar como ervas, subarbustos, arbustos ou mesmo lianas na forma de arbustos escandentes, sustentados por ramos cilíndricos ou tetragonais, glabros ou pilosos;
Folhagem: folhas variáveis conforme a espécie, verdes, cartáceas ou coriáceas, glabras ou pilosas, de margens inteiras ou crenadas, serreadas ou denteadas;
Floração: inflorescências axilares ou terminais, formadas por quantidade variável de flores de tubo cilíndrico, frequentemente em 2 lábios e em muitas cores: branco, róseo, lilás, roxo, amarelo e magenta. Podem apresentar brácteas membranáceas ou foliáceas, nas cores verde, amarelo, róseo ou vináceo. Em geral, diversas espécies têm inflorescências com potencial ornamental;
Frutificação: esquizocarpos ou drupas;
Uso paisagístico: os alecrins-selvagens, devido a seus atributos aromáticos e, muitas vezes, medicinais, podem ser muito interessantes para jardins sensoriais e de cura. As flores apresentam potencial ornamental e credenciam diversas espécies do gênero para finalidades estéticas, como em jardins rupestres e áreas verdes em geral. Seu uso varia conforme a espécie em questão, uma vez que o porte varia desde ervas até arbustos:
Flores o alecrim-selvagem foramdas durante o começo da primavera, em BH. 07/09/2024
Arbusto de alecrim-selvagem presente no alto da Avenida Tancredo Neves, próximo do cruzamento com a Pedro II, em BH. 07/09/2024