Origem: Brasil, em estados da região Sul (Paraná), Sudeste (interior), Centro-oeste, Norte (Tocantins e Rondônia) e Nordeste (Bahia e Piauí), ou seja, no Brasil central e adjacências;
Família: Anacardiaceae;
Ecologia: espécie tropical, terrícola, nativa de formações savânicas dentro do domínio do Cerrado, porém com ocorrência marginal nos domínios da Amazônia, da Caatinga e da Mata Atlântica. Resumidamente, ocorre no cerrado típico e na transição dele para os biomas citados. Apresenta tronco subterrâneo.
Porte: arbusto ou arvoreta de pequeno porte;
Folhagem: folhas verdes a amareladas quando jovens, coriáceas, em formato de uma gota invertida (cuneada na base e arredondada no ápice), marcadas pelas nervuras evidentes;
Floração: inflorescências formadas por flores pentâmeras brancas a róseas, marcadas por um pistilo pronunciado. Apresentam brácteas creme esverdeadas;
Frutificação: frutos piriformes (a castanha), sustentados por pedicelo espessado que corresponde à “fruta” propriamente dita, à parte carnosa que chamamos de pseudofruto. Apresenta porte um pouco menor que o do caju mais comum (Anacardium occidentale), inclusive o pseudofruto é muito pouco maior que a castanha nesta espécie. No entanto, são igualmente ornamentais e intensamente vermelhos;
Uso paisagístico: o cajuí é ideal para o plantio em bosques e pomares, além de jardins residenciais, sítios e áreas naturais localizadas no bioma do cerrado. Em todos os contextos, alia a estética dos frutos, sua função alimentar para as populações humanas e finalidades conservacionistas, por servir de alimento para a fauna.
Mudas de cajuís produzidos a partir de sua semente - Belo Horizonte (MG). 21/03/2026
Folhas dos cajuís jovens. 21/03/2026