Outros nomes populares: Arácea-titan, arácea-cadáver;
Origem: África e Ásia - Sudeste da Ásia, como Sumatra (Indonésia), Malásia, inclusive a Ilha de Borneu, e Japão. No Brasil, está presente de forma cultivada especialmente na região Sudeste;
Família: Araceae, a família dos antúrios, filodendros, copos-de-leite, imbês e comigo-ninguém-pode;
Ecologia: grupo de espécies terrícolas, tropicais, típicas de formações florestais úmidas de regiões quentes e abafadas. No Brasil, está associada a áreas antrópicas no Brasil. Algumas espécies: A. hewittii, A. konjac, A. lambii, A. paeoniifolius e A. titanum;
Porte: ervas de porte gigante, sustentadas por caule subterrâneo do tipo cormo, em diferentes tamanhos conforme a espécie, como uma “batata”. Em boa parte do tempo, na ausência de emissão de folhas ou inflorescências, permanecem completamente despercebidas, representadas somente pelos cormos escondidos sob o solo;
Folhagem: folhas verdes, compostas, enormes, profundamente recortadas e sustentadas por pecíolos extremamente robustos (como se fossem troncos jovens) de até 3 m de altura, que saem diretamente do chão provenientes do cormo subterrâneo. Na prática, uma única folha de Amorphophallus sp. se parece com uma árvore jovem comum crescendo no meio da mata;
Floração: inflorescências raras e muito eventuais, muito grandes - consideradas as maiores do mundo! - dotadas de odor muito desagradável, semelhante ao de carne podre, bastante atrativas para moscas. Esta característica justifica sus principais nomes populares.
Apresentam espatas muito grandes, mais ou menos enrugadas, semelhante a “pétalas” gigantes em forma de copo de leite, nas cores verde, verde-amarelado ou creme externamente e vinho internamente, que envolvem um espádice colunar, que tem função de atrair polinizadores por meio da produção de calor durante a noite. É na base da espata que estão localizadas as flores, muito numerosas, tanto masculinas (acima) quanto femininas (abaixo).
Todo esse conjunto descrito é sustentado por uma haste espessa, de coloração bem mais escura junto de pontos verde-claros, junto da qual permanecem as brácteas secas, que cumpriram sua função inicial de proteger as flores da planta. É interessante observar que, embora a flor-cadáver tenha a maior inflorescência do mundo, suas flores são relativamente pequenas individualmente. Segundo relatos, são formadas em plantas com cerca de 10 anos de idade e, a partir daí, a cada 4 anos;
Flor-cadáver: tudo isso fora do chão é a inflorescência, cujo caule está sob a terra. Imagem gerada com IA. 05/08/2025
Frutificação: também raros, já que acompanham o ciclo de floração da espécie;
Uso paisagístico: a flor-cadáver é uma espécie mais adequada para colecionadores e aficionados por plantas, uma vez que não apresenta atributos ornamentais relevantes. Suas folhas, apesar de interessantíssimas pelo tamanho, não têm nada de especial para o público em geral e as flores, apesar de extremamente chamativas, exóticas e belas, são extremamente raras e não devem ser consideradas no dia a dia de um jardim.