Biologia da Paisagem

Solanum tuberosum – batata inglesa

Origem:  América do Sul, nos países a oeste, como Peru, Argentina e Chile; 


Família: Solanaceae, a família dos jilós, tomates, joás, berinjelas, etc; 


Ecologia: espécie dicotiledônea, anual, temperada, nativa de áreas montanhosas, frias e elevadas da Cordilheira dos Andes, onde há muitos milênios já era consumida por populações locais. É uma das espécies de maior importância econômica para a humanidade, fonte de carboidrato (amido) consumido por bilhões de pessoas no planeta. Foi introduzida na Europa em 1570, na América do Norte em 1620 e, em seguida, espalhou-se pelo planeta. Conforme a Embrapa, "nas terras altas da Cordilheira dos Andes, que vão do Peru ao Norte da Argentina, e outra que envolve as terras baixas do Centro-sul do Chile, ainda há biótipos silvestres da planta, o que reforça sua origem nestes países, apesar do nome comum "batata inglesa". As cultivares antigas e modernas da espécie tem origem em batatas andinas e chilenas pertencentes a um complexo denominado Solanum brevicaule.  


O gênero Solanum sp. produz outras 160 espécies que produzem tubérculos, como a batata, porém somente 20 delas são cultivadas. Os tubérculos são porções de caules adaptados para reserva de nutrientes e também para reprodução, oriundos do engrossamento (armazenamento dos fotoassimilados na forma de amido) da extremidade dos estolões, que são caules modificados, subterrâneos, semelhantes a raízes. Na superfície dos tubérculos, estão presentes os olho (gemas) e as lenticelas, estruturas importantes para a respiração. Embora algumas cultivares floresçam e produzam sementes, a batata cultivada é propagada vegetativamente por meio de tubérculos (clones) ou batatas-sementes;  


Porte: erva, sustentada por caule aéreo oco na sua parte superior e, em alguns casos, alado. Sob este caule está o tubérculo propriamente dito, a batata, resposável por toda a relevância da planta para a humanidade; 


Folhagem: folhas verdes, compostas, de  tamanho, pilosidade e tonalidade de verde diferentes conforme a cultivar; 


Floração: inflorescências formadas por várias flores de até 4 cm de diâmetro cada, típicas do gênero, formadas por 5 pétalas em formato de estrela, que podem ser de várias cores, como branco, rosa, vermelho, azul e roxo. A autofecundação é bastante comum no grupo; 


Frutificação: frutos verdes do tipo baga, de até 3 cm de diâmetro, dotados de numerosas sementes. 

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