Origem: Brasil, nas regiões Sul e Sudeste;
Família: Asteraceae;
Ecologia: espécie terrícola, tropical, ruderal, típica de áreas antropizadas dentro dos domínios do Cerrado e da Mata Atlântica. São comumente encontradas de forma espontânea nas cidades, como em jardins, calçadas, lotes vagos e canteiros urbanos em geral. Bastante comuns em Belo Horizonte (MG);
Porte: erva de porte bastante modesto, não superior a 50 cm de altura, conforme indivíduo encontrado para este artigo;
Folhagem: folhas verdes, inteiras, membranáceas, de bordo serrado e superfície glabra ou pubescente. Podem ser simples em formato oval ou divididas em 3 lobos profundos, como se fossem compostas por 3 folíolos;
Floração: inflorescências em capítulos radiados formados por flores do disco amarelas e flores do raio brancas, como uma pequena margarida de poucas “pétalas”. Em Belo Horizonte, foram encontradas durante o verão;
Frutificação: frutos lineares, escuros, que justificam o nome popular da espécie. Assim como ocorre em outras espécies de picão, apresentam ganchos que fazem a fixação do fruto nos pelos dos animais ou nas roupas das pessoas e se encarregam de espalhar a semente contida nele para longe da planta-mãe:
Picão com flores e frutos no começo de março na Praça da Igrejinha da Pampulha, em BH. 06/03/2022
Picão espontâneo em meio a vegetação ruderal na Praça da Igrejinha da Pampulha, em BH. 06/03/2022