Origem: Brasil, nos estados do Sul;
Família: Poaceae;
Ecologia: espécie subtropical a tropical, rizomatosa, nativa de ambientes úmidos, ensolarados a parcialmente ensolarados, e sujeitos a frio e geadas periódicas durante o inverno, o que, no Brasil, é característica do Rio Grande do Sul e, em menor escala, Santa Catarina e Paraná, além de setores isolados de outras regiões (HARRI LORENZI).
Outras fontes, no entanto, estendem a distribuição da espécie para os demais estados brasileiros (em todos os domínios de vegetação: Amazônia, Mata Atlântica, Cerrado, Caatinga, Pantanal e Pampas) até o sul dos EUA, passando por toda tropicalidade do norte da América do Sul e da América Central. Podem vegetar tanto em formações campestres, quanto savânicas e florestais, inclusive em restingas, campos rupestres e matas ciliares. Em Belo Horizonte, de clima tropical sob altitude de 900 m em média, esta espécie apresenta bom crescimento;
Porte: erva rasteira, de 15 a 20 cm de altura – mais se considerar a inflorescência;
Folhagem: folhas verdes a verde-escuras (ou com margens branco-amareladas, conforme a variedade), numerosas, lanceoladas, de pouco mais de 1 cm de largura, que formam aglomerados densos e muito ornamentais;
Floração: inflorescências ocasionais, formadas durante o verão, caso não tenha sido ceifada;
Frutificação: cipselas normalmente não vistas por não ser objetivo do cultivo da planta;
Cuidados: a grama-são-carlos é plantada com o intuito de formar relvados baixos e homogêneos, o que requer ceifas frequentes durante o verão e mais esporádicas no inverno, especialmente no Brasil, que apresenta inverno seco em grande parte. Outros cuidados são irrigação periódica, solo fértil e nivelado. Tendem a ter maior sucesso ou desempenho estético em climas amenos.
Uso paisagístico: espécie indicada para o plantio agrupado na formação de grandes tapetes verdes ou relvados uniformes quando ceifada periodicamente, tanto sob sol pleno ou meia-sombra. Fica mais bonita em regiões litorâneas (úmidas) e em locais de altitude (mais amenas). Em regiões de clima mais quente ou com períodos secos e quentes periódicos, deve-se priorizar a menor incidência solar direta, o que pode ocorrer por meio da presença de algumas árvores de copa não muito densa ou o planejamento em espaços que só recebam sol em um dos turnos do dia, por exemplo:
Detalhe da grama-são-carlos. 30/01/2026
Grama-são-carlos sobre canteiro na av. Bernardo Monteiro - área hospitalar - BH. 30/01/2026