Outros nomes populares: Jutaí, jatobá-da-folha-grande;
Origem: Brasil, nas regiões Nordeste, Sudeste e Centro-oeste (estados da Bahia, Minas Gerais e Mato Grosso do Sul;
Família: Fabaceae;
Ecologia: espécie tropical, terrícola, semidecídua, típica de formações campestres, savânicas (principalmente as mais fechadas) e florestais do domínio do Cerrado, inclusive o cerradão e especialmente em terrenos arenosos (bem drenados). Foi encontrada em área elevada do Parque Estadual do Rio Preto, em Minas Gerais. Em 1799, foi considerada de uso restrito para a construção de embarcações:
Árvore de jatobá-do-cerrado com frutos presente no Parque Estadual do Rio Preto - São Gonçalo do Rio Preto - MG. 17/08/2024
Porte: árvore de até 9 m de altura e tronco de até 50 cm de diâmetro;
Folhagem: folhas verdes, alternas dísticas, compostas bifolioladas, no característico formato de pinça dos jatobás devido aos folíolos de base assimétrica, ápice arredondado e formato que lembra um pouco um grão de feijão. Eles também são coriáceos, apresentam margem inteira e são densamente pubescentes na face inferior do limbo e no pecíolo. Podem atingir 20 cm de comprimento;
Folhas bifolioladas do jatobá-do-cerrado. 17/08/2024
Frutos do jatobá-do-cerrado presentes durante o final do inverno no Parque Estadual fo Rio Preto - MG. 17/08/2024
Floração: inflorescências brancas, dispostas em racemos axilares e terminais durante o verão;
Frutificação: legumes marrons, lenhosos, que não se abrem espontaneamente, maduros entre o fim do inverno e o começo da primavera (informação confirmada em campo no PERP). Apresentam até 4 sementes duras, envoltas por polpa farinácea amarelada, comestível pela população rural, in natura ou na forma de mingau;
Uso paisagístico: árvore adequada para arborização em geral, ressalvados os frutos lenhosos. Também são empregadas em reflorestamentos.