Outros nomes populares: são-francisco, cordão-de-são-francisco, cauda-de-leão, coração-de-frade, rubim-de-bola;
Origem: África, exceto nos países do norte e no extremo sul do continente, além da Índia e adjacências. Atualmente, é naturalizada no Brasil, em todos os estados (menos comum no extremo norte do país - região de Roraima);
Família: Lamiaceae;
Ecologia: espécie tropical, terrícola, aromática, anual ou perene de vida curta, naturalizada no Brasil em formações savânicas a florestais dentro de todos os domínios de vegetação do país (Cerrado, Mata atlântica, Pantanal, Caatinga, Pampas e Amazônia), inclusive em matas ciliares, restingas e áreas antrópicas. Foi encontrada em área aberta e ensolarada, ligeiramente degradada, junto de vegetação campestre na RPPN Colina dos Tucanos, a cerca de 1020 m de altitude. No entorno, há cerrados e extensas florestas estacionais semideciduais. Apesar de exótica, a reprodução fácil por sementes permite a espécie espalhar-se facilmente pelo Brasil, inclusive em áreas naturais, no meio da vegetação nativa (naturalizada).
Cordão-de-frade florido durante o inverno na RPPN Colin dos Tucanos, a 1020 m de altitude. 13/07/2025
É considerada ruderal em toda a região tropical do planeta, geralmente associada a terrenos baldios, margem de rodovias, lavouras agrícolas e demais ambientes degradados e/ou antropizados. É mais comum em locais de clima sazonal (temporada chuvosa e seca bem marcadas);
Folhas crenadas do cordão-de-frade. 13/07/2025
Porte: erva ou subarbusto de 0,6 até 2 m de altura, sustentado por ramos eretos, quadrangulares e canaliculados. O indivíduo encontrado para este artigo tinha cerca de 80 cm de altura, contando com a inflorescência;
Folhagem: folhas verdes, simples, opostas, predominantemente basais, membranáceas, redondas a ovais, de 5 a 15 cm de comprimento, marcadas pelas nervuras impressas, margens bastante crenadas e sustentadas por longos pecíolos tomentosos;
Floração: inflorescências globosas (verticilos), espinhentas, de até 7 cm de diâmetro, elevadas bem acima da folhagem, formadas por numerosas sépalas verdes e flores tubulosas alaranjadas e observadas durante o inverno na RPPN Colina dos Tucanos – Sabará (MG). Suas sépalas são bastante pontiagudas (daí a inflorescência ser “espinhenta”) e funcionam como verdadeiras cavidades de onde saem a pétalas. De cima para baixo, elas adquirem tonalidade amarronzada a medida que envelhecem. Podem surgir até 5 verticilos no mesmo escapo, separados por longos entrenós, e são motivo de alguns dos nomes populares da espécie:
Inflorescências do cordão-de-frade, observada durante o inverno na RPPN Colina dos Tucanos - Sabará(MG). 13/07/2025
Detalhe da inflorescência do cordão-de-frade, com suas pétalas alaranjadas. 13/07/2025
Frutificação: núculas de até 4 mm de comprimento.