Sinonímia: Acnistus arborescens;
Outro nome popular: marianeira;
Origem: Brasil, nos estados do leste, desde o RS até o norte do Nordeste (Ceará);
Família: Solanaceae, a mesma do jiló, dos tomates, da lobeira e de diversas outras espécies comestíveis, de interesse medicinal e venenosas;
Ecologia: espécie terrícola, inerme, subtropical a tropical, terrícola, nativa de formações florestais semideciduais ou ombrófilas dentro do domínio da Mata Atlântica, como formações secundárias, capoeiras e áreas abertas;
Porte: arbusto, arvoreta ou árvore de até 7 m de altura, sustentada por troncos cilíndricos cinza-claros, rugosos ou irregularmente fissurados;
Folhagem: folhas verde-claras, grandes (até 30 cm de comprimento), ovais a elípticas, tomentosas, de ápice agudo ou acuminado e sustentadas por pecíolos curtos. Apresenta nervuras salientes na face inferior do limbo, ocráceas quando jovens, e podem ser pubescentes;
Floração: inflorescências pendentes, formadas por muitas flores de cor creme-claro com manchas esverdeadas, sustentadas por pedicelos curtos e visitadas por insetos. Seus estames e anteras são grandes, de coloração creme a marrom, e projetam-se bastante para fora da flor, que tem um gracioso formato de sino;
Frutificação: frutos (bagas) alaranjados, esféricos, com 1 cm de diâmetro, muito apreciados pela avifauna (motivo de seu principal nome popular) e dotados de numerosas sementes discoides;
Uso paisagístico: espécie adequada para recomposição de áreas degradadas. Em Belo Horizonte, foi encontrada no jardim do CEA - PROPAM:
Folhas verde-claras da fruta-do-sabiá, com a floresta do CEA - PROPAM - BH ao fundo. 03/04/2025
Fruta-do-sabiá jovem no CEA - PROPAM - BH. 03/04/2025