Outros nomes populares: Olandi, galandim, jacareúba, guanandi-carvalho, guanandi-cedro, mangue, landim;
Origem: Brasil, em vários estados de todas as regiões. São menos comuns na metade norte do Nordeste e metade sul da região Sul;
Família: Calophyllaceae, a mesma dos paus-santo;
Ecologia: espécie tropical a subtropical, perenifólia, heliófita ou de luz difusa, nativa de formações florestais dentro dos domínios da Mata Atlântica, da Caatinga, do Cerrado e da Amazônia, especialmente em terrenos úmidos e brejosos, tanto em formações primárias densas quanto em outras mais abertas e modificadas. Pode crescer em contato direto com a água e mesmo em mangues, que é o motivo de um de seus nomes populares. É encontrada, ainda, em matas ciliares e restingas.
Na sua área de ocorrência, podem ser desde raras até muito densas (formando populações puras). Foi a primeira “madeira de lei” do Brasil em 1835, uma vez que, na época, o governo imperial determinou o monopólio estatal na exploração da espécie para a construção de partes de navios;
Porte: árvore de até 30 m de altura, sustentada por troncos de até 60 cm de diâmetro, que é fissurado e suberoso;
Folhagem: folhas verdes, elípticas, coriáceas, glabras, com nervuras peninérvias, de até 13 cm de comprimento;
Floração: inflorescências em racemos axilares formados por flores primaveris discretas, brancas a amareladas;
Frutificação: bagas globosas, verdes a amarelas quando maduras (outono), muito consumidas pela fauna devido a sua polpa carnosa de cor amarela;
Uso paisagístico: espécie adequada para o paisagismo em geral. Em Belo Horizonte, foi observada no Parque Ecológico da Pampulha. Também pode ser usada em trabalhos de reflorestamento.
Tronco, folhas e frutos do guanandi durante o final da primavera. 30/11/2024
Guanandi presente no Parque Ecológico da Pampulha, em BH. 30/11/2024