Outros nomes populares: alho-bravo, falso-alho, alho-bravo;
Origem: América do Sul, em países como Argentina, Bolívia, Uruguai e Brasil (especialmente estados mais a sul, como RS e SC);
Família: Amaryllidaceae ou Alliaceae, não há consenso absoluto da literatura científica;
Ecologia: espécie bulbosa (bulbo do tamanho de uma cereja - até 2,5 cm de diâmetro), típica de áreas ensolaradas de regiões temperadas, especialmente no outono e na primavera. No Brasil, é mais comum nos estados mais meridionais e é nativa de formações abertas de campo limpo dentro do domínio dos Pampas. Apesar disso, diversos indivíduos foram encontrados de forma espontânea na Região Metropolitana de Belo Horizonte (inclusive a RPPN Colina dos Tucanos), tanto em área urbana quanto rural. Conforme o Dataplamt (UFMG), esta espécie apresenta aplicações tradicionais anti-helmínticas (como Ascaris lumbricoides), vermífugas e opilação, especialmente por meio do bulbo. Uma curiosidade da espécie é a presença de 10 cromossomos (nossa espécie tem 46);
Alho-silvestre espontâneo em jardim na RPPN Colina dos Tucanos - área rural de Sabará (MG). 17/11/2024
Porte: erva de baixo porte (até 70 cm de altura)
Folhagem: folhas verdes, lineares e muito longas (até 55 cm de comprimento)
Floração: inflorescências em umbelas com 8 a 14 flores bancas a púrpuras, ornamentais, cada uma sustentada por pedicelos de até 2,8 cm, protegidas por uma espata oval-aguda e sustentadas por escapos de 11 a 69 cm de comprimento. As pétalas, por serem iguais às sépalas, recebem o nome de tépalas, que são fundidas na base;
Folhas verdes e lineares do alho-silvestre. 17/11/2024
Flores brancas a púrpuras do alho-silvestre, observadas durante a primavera. 17/11/2024
Frutificação: cápsulas com 4 a 6 mm de diâmetro e sementes de até 3 mm;
Uso paisagístico: as flores do alho-silvestre trazem potencial ornamental à espécie, na formação de maciços de vários indivíduos plantados juntos. Como são pequenas, o ideal é o plantio da espécie em composições pequenas, como canteiros e jardineiras, especialmente entre pedras. A espécie costuma aparecer de forma espontânea, de forma que seu potencial ornamental pode ser explorado onde nascem e o planejamento do espaço partir dos indivíduos presentes ali.