Outros nomes populares: figueira-brava, mata-pau;
Origem: Brasil, nas regiões Sul, Sudeste (exceto ES) e Centro-oeste;
Família: Moraceae, a família das figueiras;
Ecologia: espécie subtropical a tropical, lactescente, perenifólia, heliófita, nativa de formações florestais dentro do domínio da Mata Atlântica, especialmente sobre solos férteis, tanto em formações primárias quanto secundárias. Está particularmente presente nas florestas presentes na Bacia do Paraná, onde outras espécies muito parecidas recebem o mesmo nome popular (a “receita” perfeita para uma “confusão taxonômica”);
Porte: árvore de até 20 m de altura, sustentada por troncos de até 1,8 m de diâmetro, dotada de sapopemas basais. A copa é extremamente larga, com 20 m de diâmetro ou mais, o que a torna ideal em casos em que um intenso sombreamento é desejado;
Folhagem: folhas verdes, glabras, alternas, simples, ovais a elípticas, grossas e coriáceas, de até 20 cm de comprimento. Apresentam nervuras aparentes e margens onduladas;
Floração: inflorescências formadas ao longo do ano, com maior intensidade na primavera;
Frutificação: sicônios globosos, mais ou menos numerosos ao longo dos ramos, verdes e roxos, maduros durante o verão, consumidos pela fauna, a exemplo dos morcegos. Apresentam sementes amarelas minúsculas;
Uso paisagístico: espécie adequada para o plantio em áreas rurais, dado o grande porte. Nas cidades, é indicada somente para ´áreas amplas e abertas, como grandes jardins e praças. Pode, ainda, ser plantada em áreas degradadas com o intuito de recomposição de vegetação.
Folhagem da figueira-branca, belo contraste com o céu azul. 29/05/2024
Figueira-branca bastante ornamental presente no Parque Municipal do centro de Belo Horizonte - MG. 29/05/2024