Origem: Brasil, nos estados das Regiões Sudeste, Centro-oeste, Nordeste e Norte, além do Paraná. É mais comum no centro e leste do país - a oeste, tende a atingir as bordas da floresta amazônica;
Família: Fabaceae;
Ecologia: grupo de espécies terrícolas, tropicais, nativas de formações campestres e, menos frequentemente, savânicas e florestais mais abertas dentro dos domínios da Amazônia, da Caatinga, do Cerrado e da Mata Atlântica, inclusive em campos rupestres, restingas e matas ciliares. No bioma amazônico, o gênero não “entra” na floresta e limita-se às áreas savânicas da região. Foi encontrada em área gramada e aberta do Parque Ecológico da Pampulha, em Belo Horizonte. O gênero inclui seis espécies, todas presentes no Brasil. São parecidas com Centrosma sp.;
Porte: grupo de arbustos, subarbustos, ervas ou trepadeiras volúveis. A maioria dos indivíduos encontrados pelo autor deste artigo são ervas de baixa biomassa;
Folhagem: folhas verdes, trifolioladas, pecioladas, formadas por folíolos peninérvios;
Floração: inflorescências axilares, sustentadas por pedúnculos curtos ou muito longos, conforme a espécie, formadas por flores pediceladas, papilionadas com cálice campanulado, bilabiadas (apresentam 2 lábios), nas cores roxas ou vermelhas. Apresentam estandarte com indumento. Em Belo Horizonte, foram encontradas durante o verão, mas podem formar-se em outras épocas;
Frutificação: legumes lineares, geralmente retos, acuminados, de margens geralmente espessadas, elasticamente deiscentes (as valvas torcem à medida que o fruto abre). Apresentam sementes mais ou menos elípticas;
Uso paisagístico: as tulipas-do-cerrado apresentam ocorrência natural em campos abertos e suas flores são bastante ornamentais quando em conjunto. Podem formar maciços densos de flores vermelhas ou roxas espontaneamente, condição que pode trazer significativo potencial ornamental.
Flor da tulipa-do-cerrado, observada no verão. 09/03/2024
Tulipas-do-cerrado em área gramada aberta no Parque Ecológico da Pampulha - BH. 09/03/2024