A Estação Ecológica da Universidade Federal de Minas Gerais (EECO-UFMG) é uma Unidade de Conservação de Proteção Integral localizada no Campus Pampulha, em Belo Horizonte, formada por 114 ha de vegetação predominantemente florestal dentro dos domínios do Cerrado e da Mata Atlântica. É um espaço para o desenvolvimento de atividades de ensino, sendo utilizado tanto por professores da rede pública para capacitações e encontros, quanto para disciplinas da própria universidade.
Abriga espécies da flora ameaçadas de extinção, como o jacarandá-da-bahia e a braúna, a fauna sinantrópica, como o mico-estrela, o caxinguelê e o tucano, e outras espécies, como a jacupenga, a gralha-do-campo, o gavião-pombo-pequeno, cerca de 100 espécies de abelhas e muitos outros invertebrados. Na década de 1940, abrigou o lar dos meninos, o que traz relevância histórico-cultural e arqueológica à área. Como parte da estrutura universitária, oferece aos seus usuários atividades de pesquisa, ensino e extensão, como a educação socioambiental crítica, em que sociedade e natureza são interdependentes. Um dos retornos diretos à sociedade é o Programa de Extensão da Estação Ecológica (PROECO).
“Dessa forma, abordamos em nossas oficinas questões socioculturais e político-econômicas (questões que envolvem impacto dos resíduos sólidos, desmatamento, consumismo, queimadas, acesso a água, impacto do uso dos agrotóxicos para a biodiversidade e para a sociedade, desigualdade social relacionada à degradação ambiental, etc), envolvendo também povos tradicionais, como povos indígenas, ribeirinhos, quilombolas, seringueiros, reconhecendo neles a grande contribuição para a manutenção da vida no planeta terra, inclusive da espécie humana.”
Conforme a legislação, estação ecológica é uma categoria de unidade de conservação de proteção integral que tem como objetivo a preservação da natureza e a realização de pesquisas científicas, motivo pelo qual diversos estudos são realizados no local, como:
A EECO-UFMG, junto com o próprio campus universitário e as RPEs da Usiminas, formam um grande maciço verde (fragmento florestal urbano) de aproximadamente 475 ha próximo do centro geográfico de Belo Horizonte, portanto totalmente inserido na malha urbana metropolitana. Área verde tão extensa nesta localização tem importância ímpar para a cidade, uma vez que os maiores fragmentos florestais costumam ocorrer nas periferias do município - o que não é o caso deste. Apresenta plano de manejo desde 2022, está aberta ao público e oferece oficinas, palestras e passeios com acompanhamento de monitores.
