Biologia da Paisagem

Flor da trapoeraba-azul.

Commelina obliqua – trapoeraba azul

Origem: Brasil, em quase todos os estados (é menos comum no extremo norte do país); 

Família: Commelinaceae; 

Ecologia: espécie subtropical a tropical, aquática, rupícola ou terrícola, nativa de formações campestres, savânicas e florestais dentro de todos os domínios de vegetação do país (Floresta Amazônica, Caatinga, Cerrado, Mata Atlântica, Pampa e Pantanal), inclusive áreas antrópicas e matas ciliares. Na RPPN Colina dos Tucanos (Sabará - MG), foi encontrada na forma de maciço em área úmida de preservação permanente (APP), junto a nascente, sob denso e sombrio bosque florestal; 

Maciço de trapoerabas-azuis.

Grande maciço de trapoerabas-azuis presentes em area sombria, de sub-bosque florestal, na RPPN Colina dos Tucanos (Sabará - MG). 21/06/2026

Porte: erva de cerca de 30 cm de altura, sustentada por caule ereto e formada por significativa quantidade de tricomas alvos a vermelhos; 


Folhagem: folhas verdes, dísticas, glabras, lanceoladas, de base assimétrica e ápice acuminado, com tricomas em ambas as faces. É semelhante às folhas das gramíneas (família Poaceae): 

Folhas e flores envelhecidas da trapoeraba-azul.

Folhas e flores envelhecidas da trapoeraba-azul. 21/06/2026

Folhas verde-escuras da trapoeraba-azul. 21/06/2026

Folhas verde-escuras da trapoeraba-azul. 21/06/2026

Floração: Inflorescências formadas por flores alvas a azuis protegidas por brácteas espatáceas pecioladas, um pouco pilosas na base, com estames amarelos. Na RPPN Colina dos Tucanos, foram observadas entre o outono e o inverno:

Flor da trapoeraba-azul.

Flor e broto floral da trapoeraba-azul. 21/06/2026

Frutificação: cápsulas pequenas que encerram sementes ovoides. 

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