Biologia da Paisagem

Flores do picão-amarelo.

Bidens reptans – picão amarelo

Origem: Brasil;


Sinonímia: Bidens squarrosa;


Família: Asteraceae;


Ecologiaespécie perene, aromática, muito semelhante à B. squarrosa e B. segetum (que, para alguns autores, são uma mesma espécie), típica de ambientes ensolarados e iluminados dos domínios da Mata Atlântica e Cerrado, inclusive em áreas antropizadas. É tolerante ao frio e às geadas, motivo pelo qual cresce bem em climas tropicais ou subtropicais. Parte da literatura científica identifica a espécie como nativa do oeste da América do Sul (a partir do norte da Argentina) até o México, de forma que pode ser considerada naturalizada no Brasil.


Na Região Metropolitana de Belo Horizonte, foi encontrada no Parque da Serra do Curral (na capital), no Parque da Serra do Rola Moça e na RPPN colina dos Tucanos, portanto associada a ambientes naturais e pouco antropizados (embora próximos de uma grande cidade):

Picão-amarelo em mata.

Picão-amarelo em mata no Parque da Serra do Curral, em Belo Horizonte - MG. 17/04/2024

Maciço de picões-amarelos.

Maciço de picões-amarelos floridos junto da Sede do Parque Estadual Serra do Rola Moça - MG. 12/04/2024

Picão-amarelo em borda florestal.

Picão-amarelo em borda florestal na RPPN Colina dos Tucanos - Sabará (MG). 26/04/2026

Porte: herbácea de crescimento indefinido, que depende do contexto em que está inserida, podendo assumir comportamento de trepadeira. É bastante ramificada;

Folhagem: folhas opostas, compostas por 3 folíolos ásperos, pontiagudos, de margens ligeiramente denteadas;

Floraçãoinflorescências do tipo capítulo, em grupos ou solitários, axilares ou terminais, dispostas acima da folhagem. As flores centrais são reduzidas e as externas, expandidas, em número de 5, ambas amarelas e formadas entre o fim do verão e o outono, o que foi confirmado em saídas de campo para este artigo, tanto no Parque da Serra do Curral (na capital) e no Parque da Serra do Rola Moça, com florações registradas em abril nos dois casos;

Uso paisagístico: pouco tradicional no paisagismo, pode ser cultivada em cercas, grades, postes, colunas, muros e pórticos, especialmente se o objetivo do jardim é a rusticidade e a baixa manutenção.

Deixe um comentário