Biologia da Paisagem

Inflorescências do gravatá-anil.

Eryngium glaziovianum – gravatá anil

Origem: Brasil, nos estados de São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro; 


Família: Apiaceae; 


Ecologia: espécie tropical, terrícola, perene, endêmica de formações campestres de altitude da região sudeste do Brasil, dentro do domínio da Mata Atlântica. Na RPPN Colina dos Tucanos, porém, foi encontrada em área de savana, a cerca de 1100 m de altitude, constatação que foge um pouco à literatura, por ser área arborizada e estar em transição para o Cerrado; 


Porte: erva ereta, de 0,4 a 2 m de altura, principalmente devido à inflorescência; 

Gravatá-anil em área de savana.

Gravatá-anil presente em área de savana na RPPN Colina dos Tucanos - Sabará (MG). 25/02/2024

Folhagem: folhas basais, verdes, lineares, de até 1 m de comprimento e poucos centímetros de largura, ascendentes porém arqueadas, reunidas em roseta robusta junto do solo. São um pouco mais largas no terço superior e podem apresentar coloração semelhante à flor no terço inferior, além de suas margens serem altamente serradas, característica bem interessante na espécie e útil para sua identificação; 


Floração: inflorescência ereta, mantida muito elevada em relação às folhas e ao solo por um escapo anil, vináceo ou esverdeado, formada por capítulos hemiesféricos a globosos intensamente roxos ou em tom anil, coloração atípica na natureza, em formato semelhante a um pequeno cogumelo. O escapo apresenta folhas menores, numerosas e grosseiramente dentadas. Na RPPN Colina dos Tucanos, foram observadas durante o mês de fevereiro (verão); 

Folhas do gravatá-anil.

Folhas lineares, longas, arqueadas e muito dentadas do gravatá-anil. 25/02/2024

Inflorescências do gravatá-anil.

Inflorescências roxas ou anis do gravatá-anil. 25/02/2024

Frutificação: frutos deiscentes, lisos e castanhos; 

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