Origem: África do Sul e Moçambique, no extremo sudeste da África;
Família: Zamiaceae;
Ecologia: espécie tropical a subtropical, dioica, de crescimento lento, típica de ambientes ensolarados de formações vegetais savânicas, portanto recebem diretamente a luz solar direta, sem a ocorrência de sub-bosque florestal. Podem formar brotos ao redor da planta-mãe;
Porte: arbusto semilenhoso, robusto, de até 2 m de altura nas plantas idosas, sustentado por caule curto, grosso e espesso, marcado pelas cicatrizes das folhas que caem aos poucos. Apresenta forma semelhante à das cicas, como se fosse uma pequena palmeira. Parte da literatura indica que a planta é acaulescente ou desprovida de tronco, porém esta estrutura foi observada nos espécimes deste artigo;
Detalhe do caule do sagu-de-espinho. 13/06/2025
Folhagem: folhas verdes a verde-escuras, compostas, pinadas, eretas, muito grandes e longas, dispostas em rosetas agressivas, oriundas diretamente do pequeno caule da planta e formadas por frondes muito ornamentais, brilhantes, glabras, lisas, rígidas e coriáceas, marcadas por linhas longitudinais quando observadas de perto. São sustentadas por pecíolos muito robustos e espinhentos, presos firmemente no caule, próximo do chão. Nas margens e ápice das frondes, observa-se estruturas semelhantes a espinhos, muito pontiagudas e afiadas, que justificam seu nome popular:
Detalhe dos espinhos agudos do sagu-de-espinho. 13/06/2025
Floração: inflorescências masculinas e femininas semelhantes a pinhas cônicas de coloração alaranjada a marrom-avermelhada;
Cuidados: o sagu-de-espinho não recebe esse nome à toa: os espinhos de suas folhas são muito fortes e podem machucar e causar grande desconforto, de forma que a planta deve ser mantida afastada de áreas de grande circulação de pessoas e, caso contrário, deve haver uma separação física, como uma cerca, um lago, uma forração mais alta que dificulte o pisoteio ou, pelo menos, uma placa de aviso. No Parque Municipal Américo Renné Gianetti, no centro de Belo Horizonte, a planta é isolada por uma cerca e a população só se machuca se, ativamente, estender a mão para tocar a planta;
Uso paisagístico: planta adequada para plantio em espaços amplos de jardins, de forma isolada ou em pequenos grupos, em praças ou áreas culturais de parques, desde que seja mantida uma separação física das pessoas com as plantas.
Está presente na forma de pequeno grupo no Parque Municipal Américo Renné Gianetti, localizado no centro de Belo Horizonte:
Dupla de sagus-de-espinho no Parque Municipal Américo Renné Gianetti, no centro de BH. 13/06/2025
Sagu-de-espinho presente no Parque Municipal Américo Renné Gianetti, no centro de BH. 13/06/2025

