Outros nomes populares: cambroé, pitumba, cafezeiro-do-mato;
Origem: América Central, Antilhas e quase toda a América do Sul, inclusive o Brasil, em todos os estados;
Família: Salicaceae;
Ecologia: espécie tropical, decídua, heliófita, secundária, de rápido crescimento, nativa de formações florestais de diversas densidades dentro do todos os domínios de vegetação do Brasil, desde o nível do mar até cerca de 1000 m de altitude, inclusive em matas ciliares, restingas e matas de araucária, além de ambientes abertos degradados em alguma medida, como pastos e beiras de estrada. Em Belo Horizonte, foi encontrada em área de floresta estacional semidecidual do Parque Estadual Serra Verde, próximo de áreas de cerrado e de áreas perturbadas;
Guaçatunga presente em floresta estacional semidecidual no Parque Estadual Serra Verde, em Belo Horizonte (MG). 05/09/2025
Porte: árvore de até 10 m de altura, de copa alongada, sustentada por troncos eretos e cilíndricos de até 40 cm de diâmetro. Apresenta a extremidade dos ramos novos puberulentos e as partes mais velhas glabras;
Folhagem: folhas verdes, simples, glabras, mais membranáceas e delgadas quando jovens, de até 10 cm de comprimento, sustentadas por pecíolos curtos;
Floração: inflorescências em fascículos axilares numerosos, formados por muitas flores brancas perfumadas durante o inverno, junto do aparecimento das folhas novas:
Folhas da guaçatunga. 05/09/2025
Inflorescências da guaçatunga, observadas durante o começo da primavera no Parque Estadual Serra Verde, BH. 05/09/2025
Frutificação: cápsulas globosas, comestíveis, pouco pubescentes, verdes a amarelas quando maduras (primavera), muito procuradas pela avifauna. Abrem-se em 3 valvas, quando expões sementes brancas a cremes dotadas de arilo;
Uso paisagístico: espécie adequada para a arborização urbana em geral, especialmente pelo porte modesto, porém sem tradição neste sentido.