Origem: Brasil na maioria dos estados, especialmente na área que engloba o centro do país. Não ocorre no Sul do Brasil;
Família: Melastomataceae;
Ecologia: espécie melífera, tropical, nativa de formações campestres e savânicas dentro dos domínios do Cerrado, da Amazônia e da Caatinga. Na RPPN Colina dos Tucanos, foi observada em área savânica, a cerca de 1080 m de altitude. Apresenta propriedades contra o protozoário Trypanosoma cruzi, agente etiológico causador da doença de chagas. É semelhante às espécies M. argyrophylla M. cinerea, e M. weddellii;
Pixirica em área de savana, a cerca de 1080 m de altitude, na RPPN Colina dos Tucanos - Sabará (MG). 03/11/2024
Porte: arbusto ou arvoreta de até 2 m de altura, sustentada por tronco dotado de casca áspera e acastanhada;
Folhagem: folhas verdes e intensamente discolores, com coloração bege na face inferior, simples, opostas, coriáceas e glabras, de formato fusiforme (elíptico com as extremidades mais afiladas) e nervuras evidentes curvas;
Floração: inflorescências formadas por numerosas flores brancas com estames amarelos a vermelhos que, em conjunto, trazem grande potencial ornamental à espécie;
Frutificação: bacoides pequenos (até 0,9 cm de diâmetro), esféricos, amarelos, alaranjados, vermelhos, boninas a negros quando maduros (primavera e verão), carnosos, com polpa escura bastante apreciada por aves como tangarás, sabiás e jacus, e mamíferos como os micos-estrela e quatis. Também podem ser ingeridos por seres humanos e apresentam sabor semelhante a “água com açúcar”. O ovário é claramente ínfero e pode apresentar sépalas vermelhas persistentes. Suas sementes são amarelas e muito pequenas, de formato irregular piramidal, numerosas por fruto:
Inflorescência da pixirica observada durante a primavera na RPPN Colina dos Tucanos (Sabará - MG).
Uso paisagístico: esta espécie de pixirico apresenta potencial ornamental devido a sua floração e pode ser plantada, isoladamente ou em grupos, na formação de maciços isolados em áreas abertas.

