Origem: Noroeste da América do Sul até o México, passando por toda a América Central, em países como Belize, Colômbia, Costa Rica, Cuba, República Dominicana, EUA (Flórida), Guatemala, Haiti, Honduras, Jamaica, México, Nicarágua, Panamá, Porto Rico, Trinidad-Tobago e Venezuela. No Brasil, é mais frequentemente encontrada em áreas do centro-leste do país, desde o Rio Grande do sul até Pernambuco, inclusive em Fernando de Noronha;
Família: Solanaceae, a mesma dos tomateiros, da lobeira, dos joás, da batata-inglesa, entre outros;
Ecologia: espécie terrícola, equatorial a tropical, volúvel, naturalizada no Brasil, portanto é encontrada no país sempre associada a áreas antrópicas, como é o caso do indivíduo base para este artigo. Uma curiosidade é o cariótipo desta espécie apresentar 12 cromossomos;
Porte: liana ou trepadeira lenhosa, sem acúleos, sustentada por caules verdes, posteriormente marrons a marrom-avermelhados, cilíndricos, glabros ou esparsamente pubescentes. A planta pode emitir brotos novos que escurecem quando secam;
Folhagem: folhas verdes a marrom-amareladas quando velhas, simples ou, mais frequentemente, compostas pinadas por cerca de 7 folíolos elípticos a triangulares grandes (menores na base), glabros, membranosos, frequentemente assimétricos na base, com nervuras discretas, ápice agudo e margens lisas.
São sustentadas por pecíolos longos e um pouco (ou aparentemente) alados;
Floração: inflorescências axilares e terminais, grandes (até 25 cm ou mais de comprimento), pendentes, formadas por sequências de flores enfileiradas, cada uma com 5 pétalas (pentâmeras) violetas a róseas, estreladas e bastante ornamentais e estames amarelos, que abrem progressivamente da base até o ápice de cada raminho. Os botões florais são verdes e esféricos. São sustentadas por pedúnculos de até 6 cm de comprimento e pedicelos de até 1,4 cm, que deixam cicatrizes nos ramos. Em Belo Horizonte, foram observadas – junto de frutos – durante o verão;
Inflorescências formadas por flores liláses e estames amarelos da trepadeira-doce-amarga, observadas durante o verão na rua Ferrara, em BH. 05/01/2025
Frutificação: infrutescências formadas por muitos frutinhos (bagas) esféricos, verdes, alaranjados a vermelhos quando maduros, lisos, brilhantes, de até 1,4 cm de diâmetro, como um pequeno cacho de uvas verdes pendentes, observado durante o verão em Belo Horizonte (MG). Suas sementes são castanho-amareladas, achatadas a reniformes, em número de 4 a 20 por baga;
Curioso padrão de abertura de flores e formação dos frutos da trepadeira-doce-amarga. 05/01/2025
Uso paisagístico: a trepadeira-doce-amarga apresenta florescimento ornamental o suficiente para ser considerada sua utilização em cercas, grades ou junto de arbustos e árvores. Em Belo horizonte (MG), foi encontrada de forma informal, em área sombreada, junto a jardim residencial na rua Ferrara, Bandeirantes.

