Biologia da Paisagem

Árvore de guapeva.

Pouteria torta – guapeva

Outros nomes populares: abiu-piloso, abiu-do-cerrado, curriola, acá, grão-de-galo, cabo-de-machado,pêssego-do-mato;


Origem: Brasil, na região Sudeste (interior), Centro-oeste e nos estados de Tocantins, do Piauí e da Bahia; 


Família: Sapotaceae 


Ecologia: espécie tropical, terrícola, lactescente, decídua, heliófita, nativa de formações savânicas a florestais dentro do domínio do Cerrado, inclusive cerradões e especialmente sob solos arenosos de rápida drenagem; 


Porte: árvore de até 14 m de altura, sustentada por troncos tortuosos de até 40 cm de diâmetro revestido por casca espessa; 


Folhagem: folhas verde-claras com nervuras brancas, simples, grandes (até 16 cm de comprimento), mais ou menos elípticas, de margens onduladas, coriáceas, muito tomentosas e ferrugíneas na face inferior (principalmente nas nervuras) e muito menos pubescentes na inferior, concentradas no ápice dos ramos; 


Floração: inflorescências em fascículos axilares formados por flores amarelas durante a primavera. À medida que as folhas caem e as flores permanecem, forma-se uma grande fileira de flores nos ramos sob o aglomerado apical de folhas; 


Frutificação: bagas ovais a globosas, de cerca de 6 cm de diâmetro, amarelas com pilosidade ferrugínea, de polpa carnosa, lactescente e comestível in natura, inclusive pela fauna, maduras durante o verão e dotadas de até 3 sementes duras dentro; 


Uso paisagístico: espécie adequada para arborização em geral. Em Belo Horizonte, foi encontrada dentro do Parque Municipal Américo Renné Gianetti, no centro da cidade:

Tronco da guapeva.

Detalhe do curioso tronco da guapeva. 13/03/2025

Árvore de guapeva.

Guapeva presente no Parque Municipal Américo Renné Gianetti, no centro de BH. 13/03/2025

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