Cipós são plantas do tipo liana, também conhecidas como trepadeiras, que apresentam como principal característica o crescimento horizontal mais pronunciado que o vertical, o que significa ausência de sustentação própria na vertical (“em pé”), como acontece com as árvores e arbustos e plantas lenhosas em geral. Conceitualmente, não consideramos cipós algumas trepadeiras que não geram esses ramos longos na mata, como muitos filodendros e o singônio.
Eles podem ser de várias famílias, o que indica ser uma estratégia muito comum a diversos grupos vegetais:
Cipó-estrela em borda de floresta estacional semidecidual da RPPN Colina dos Tucanos - Sabará (MG). 30/03/2024
Profusão de cipós na mata da PUC Minas, BH. 27/08/2025
Nas florestas, acrescentam complexidade aos ecossistemas, com uma profusão de “cordas” para todos os lados que podem ser nicho de diversas espécies, como os primatas. Podem apresentar diversas espessuras e intensidades de teor lenhoso, desde algumas mais volúveis e flexíveis a outras mais firmes e até com aspecto de árvore. Muitas vezes, estão associados às bordas das florestas (implicação do chamado “efeito de borda”), em ambientes mais iluminados e podem, inclusive, ser indicativo de ambientes degradados por desmatamento, fogo ou outras intempéries, uma vez que são altamente heliófitas de forma geral. Estão mais presentes nos estágios iniciais de sucessão ecológica do que nos finais.
Como curiosidade, esse grupo de plantas está fortemente presente na história do personagem Tarzan, que pula de um cipó para outro ao se deslocar pela floresta. De acordo com a Disney, “no meio da perigosa selva africana, uma mãe gorila acolhe um bebê humano órfão a quem batiza de Tarzan. Tarzan cresce ao lado da macaca Terk e do desajeitado elefante Tantor. Quando a bela Jane vem à floresta, ele começa a descobrir também seu lado humano”.