Candeiais são formações florestais de altitude muito comuns nas unidades de conservação de Minas Gerais associadas a formações montanhosas, como as presentes na Serra do Espinhaço e na Serra da Canastra. Apresentam destacada abundância de uma espécie de candeia, a Eremanthus erythropappus, que podem formar grandes agrupamentos quase homogêneos. Outras espécies ocorrem no meio delas, porém em baixa quantidade e sem interferir na homogeneidade geral.
Podem também ser chamadas de vegetação rupícola montana, pelo fato de sua ocorrência estar associada a ambientes elevados, sobre colinas, declividades e solos rasos e arenosos (às vezes pedregosos). Candeiais menos densos foram observados com a candeinha no Parque Nacional da Serra da Canastra, sob condições físicas semelhantes.
Sob o ponto de vista ecológico, constituem uma transição dinâmica para as florestas ombrófila densa, ombrófila mista e estacional semidecidual e podem ser confundidas com o estágio inicial de sucessão de uma floresta estacional semidecidual, ombrófila densa ou ombrófila mista. Dessa forma, costumam aparecer junto de áreas mais abertas e ensolaradas.
Em Minas Gerais, grandes agrupamentos de candeias - os candeiais – foram encontrados no Parque Estadual do Ibitipoca e no Parque Estadual da Serra do Intendente:
Candeial presente no Parque Estadual da Serra do ntendente. 21/09/2025
Grande bosque de candeiais na base de colina no Parque Estadual Serra do Intendente. 21/09/2021
Candeiais como transição entre formações abertas e florestas (ao fundo). 23/09/2025
Detalhe do Interior de um candeial no Parque Estadual da Serra do Intendente. 23/09/2025



