Biologia da Paisagem

Inflorescência do peito-de-pomba.

Tapirira guianensis – peito de pomba

Origem: Brasil, em todos os estados, exceto o Rio Grande do Sul; 


Família: Anacardiaceae; 


Ecologia: espécie tropical, perenifólia, pioneira, típica de diversas formações vegetais dentro de todos os domínios de vegetação do Brasil, exceto os Pampas, especialmente florestas em terrenos úmidos (planícies), várzeas e beira de rios (como matas ciliares). Pode, também, ser encontrada em terrenos mais secos de encostas, como é o caso da RPPN Colina dos Tucanos (Sabará - MG) a cerca de 1090 m de altitude:

Peito-de-pomba presente em encosta.

Peito-de-pomba presente em encosta elevada a 1090 m de altitude na RPPN Colina dos Tucanos (Sabará - MG).08/09/2025

Porte: árvore de até 13 m de altura e copa globosa, sustentada por tronco de até 60 cm de diâmetro;  


Folhagem: folhas verdes a vermelhas quando novas, compostas imparipinadas, formadas por 11 folíolos glabros de até 12 cm de comprimento, ovais a elípticos:

Folha do peito-de-pomba.

Folha do peito-de-pomba. 08/09/2025

Floração: panículas terminais e axilares formadas por flores unissexuadas verde-amareladas, bastante discretas e de baixo potencial ornamental. Surgem entre o fim do inverno e o começo do verão - na RPPN Colina dos Tucanos (Sabará - MG), foram observadas no começo do mês de setembro; 


Frutificação: drupas esféricas a ovais reunidas em infrutescências ramificadas, verdes a vermelho-escuras quando maduras (verão), muito procuradas pela fauna. Abrigam sementes ovais amarelas; 


Uso paisagístico: espécie adequada para trabalhos de reflorestamentos, especialmente em locais úmidos controle de erosão em rios, o que é um diferencial desta espécie, visto que a maioria das árvores não toleram encharcamento. 

Inflorescência do peito-de-pomba.

Inflorescência do peito-de-pomba, observada durante a primavera. 09/09/2025

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