Outro nome popular: matarraton;
Origem: México até o norte da América do Sul (Colômbia) e Austrália;
Família: Fabaceae;
Ecologia: espécie caducifólia, nativa de formações savânicas a florestais de regiões tropicais. Foi introduzida no Brasil para promover o sombreamento de cacaueiros (motivo de seu principal nome popular), porém apresenta elevado potencial ornamental;
Porte: árvore de até 10 m de altura, formada por copa arredondada devido à ramagem longa, aberta e um pouco pendente, sustentada por tronco um pouco fissurado;
Folhagem: folhas verdes, compostas imparipinadas por até 9 pares de folíolos opostos e um terminal;
Folhas e inflorescências da mãe-do-cacau. 04/09/2025
Floração: inflorescências axilares, em curtos racemos muito numerosos ao longo dos ramos, formados por flores róseas ou brancas (variedade ‘Alba’) entre o inverno e a primavera - condição confirmada em Belo Horizonte. Apesar de os racemos serem curtos, eles são muito numerosos ao longo de todo o comprimento dos longos ramos, de forma que, vista de longe, a árvore aparenta ter enormes inflorescências pendentes, como se todo os ramos inteiros fossem uma única inflorescência. É um pouco parecida com a cássia (Cassia grandis);
Detalhe das flores da mãe-do-cacau. 04/09/2025
Frutificação: vagens lenhosas planas de margens onduladas, que encerram sementes achatadas tóxicas para roedores, motivo de um de seus nomes populares;
Cuidados: a árvore é intolerante a geadas, de forma que deve ser evitada em áreas do Sul do Brasil e na Serra da Mantiqueira, no Sudeste;
Uso paisagístico: espécie graciosa quando em flor, de elevadíssimo potencial ornamental para a arborização urbana em geral, como estacionamentos, ruas largas, praças, avenidas e demais canteiros grandes. Em Belo Horizonte, foram encontradas na Faculdade de Odontologia da UFMG:
Mães-do-cacau floridas durante o começo da primavera na Faculdade de Odontologia da UFMG. 04/09/2025
Mães-do-cacau floridas em estacionamento na Faculdade de Odontologia da UFMG. 04/09/2025


