Outros nomes populares: caquizeiro, caquieiro, kaki
Origem: China, Taiwã e Vietnã
Família: Ebenaceae;
Ecologia: espécie terrícola, típica de regiões de clima temperado, porém resilientes às tropicalidades. No Brasil, foi introduzido ao final do século 19 e sua expansão ocorreu a partir de 1920 por fruticultores japoneses. É mais comum (de forma cultivada, associada a áreas antrópicas) nas regiões Sul, Sudeste, Centro-oeste e Nordeste do país, com expansão potencial no Vale do São Francisco, conforme estudo da Embrapa Semi-árido;
Porte: árvore de pequeno porte. O indivíduo encontrado para este artigo apresentava cerca de 3 m de alura;
Folhagem: folhas verdes, ovais a lanceoladas, relativamente grandes, simples e alternas, marcadas pelas nervuras salientes na face de baixo do limbo;
Frutificação: frutos grandes, vistosos e muito ornamentais, esféricos a ligeiramente achatados, lisos, nas cores amarelo, alaranjado a vermelho, conforme o grau de maturação. Além de chamarem a atenção de longe na copa, são comestíveis (sabor doce muito agradável) e apresentam forte adstringência devido à presença de taninos solúveis, embora já existam variedades sem esta característica por meio de um processo chamado destanização:
Detalhe das folhas arredondadas do caqui-do-japão. 29/03/2022
Uso paisagístico: o caqui-do-japão é adequado para o plantio em pomares, urbanos ou rurais, mesmo próximo de áreas naturais. Como é uma árvore pequena, pode ser introduzido em espaços mais apertados dos jardins urbanos e, devido ao potencial estético de seus frutos, sugere-se até mesmo o uso da espécie como composição paisagística do jardim, em associação com outras ornamentais.
Em Belo Horizonte, foi encontrado em jardim de co-working na orla da Lagoa da Pampulha, ao lado da quadra de areia do Reserva Beach.
Indivíduo adulto de caqui-do-japão na Vila Pampulha, área de co-working na orla da Lagoa. 29/03/2022

