Outros nomes populares: Jacarandá-paulista, jacarandá-do-cerradão, jacarandá-do-mato;
Origem: Brasil, nos estados de Minas Gerais, São Paulo e Paraná;
Família: Fabaceae;
Ecologia: espécie tropical, perenifólia ou semidecídua, típica de formações relativamente abertas, florestais semideciduais, dentro dos domínios do Cerrado e da Mata Atlântica, especialmente as regiões de altitude acima de 500 m, o que compreende a totalidade da Região Metropolitana de Belo Horizonte. Ocorre preferencialmente em terrenos bem drenados e arenosos, nos topos de morro e encostas, em formações primárias ou secundárias. Na RPPN Colina dos Tucanos (Sabará - MG), foi encontrada em diferentes pontos, especialmente encosta acima, a cerca de 1000 a 1060 m de altitude:
Jacarandá-pardo isolado em área aberta na RPPN Colina dos Tucanos, a 1060 m de altitude. Ao fundo, a Serra da Piedade. 20/07/2025
Jacarandá-pardo isolado em área aberta na RPPN Colina dos Tucanos, a 1060 m de altitude. Ao fundo, a Serra da Piedade. 20/07/2025
Jacarandá-pardo em borda de floresta ciliar na RPPN Colina dos Tucanos, a cerca de 1020 m de altitude. 29/06/2025
Porte: árvore de até 30 m de altura, sustentada por troncos pardacentos de até 80 cm de diâmetro e casca bastante texturizada e descamante. É formada de copa mais ou menos globosa.
Sua madeira é dura e própria para obras expostas e para elementos importantes da construção civil;
Folhagem: folhas verdes, alternas espiraladas, compostas pinadas, bastante grandes (até 30 cm de comprimento). Seus folíolos são elípticos a lanceolados, vilosos (o que motiva o epíteto específico de seu nome) e apresentam até 10 cm de comprimento. A disposição das folhas (de forma alterna espiralada) proporciona um efeito visual bastante característico à copa da árvore, que aparenta ter “pontas soltas” ao longo de sua extensão e uma silhueta irregular e até mesmo “espinhenta” por esse motivo:
Folhagem do jacarandá-pardo e seu aspecto irregular e de "pontas soltas". 20/07/2025
Folhas verdes e discolores do jacarandá-pardo. 29/06/2025
Floração: panículas axilares, pequenas e discretas, formadas por flores esbranquiçadas com pontos mais escuros durante a primavera e o começo do verão;
Frutificação: sâmaras pardas a douradas, amadurecidas entre o fim do inverno e o começo da primavera e dotadas de asa que facilita seu transporte para longe da planta-mãe. As sementes contidas em seu interior também são pardas;
Uso paisagístico: espécie adequada para a arborização em geral, como ruas largas e sem fiação elétrica aérea, canteiros grandes, praças e parques urbanos. Apresenta silhueta bastante característica da transição entre o cerrado e a mata atlântica, o que pode ser bastante interessante para o paisagismo urbano de cidades que estejam nas áreas de encontro dos biomas no Sul e Sudeste do Brasil.
Jacarandá-paulista presente na orla da Lagoa da Pampulha, em BH. 02/09/2025