Outros nomes populares: tembetari, mamica de canela, tembetaíba;
Origem: Brasil, em todos os estados. Como a análise deste artigo é de um gênero inteiro, é natural que a área de abrangência seja ampla, porém cada espécie tem sua própria área de ocorrência, mais restrita. Ocorrem, também, em boa parte das áreas tropicais da África, Ásia e Oceania;
Família: Rutaceae, a família do manacá-do-cerrado e do tingui-preto;
Ecologia: grupo de cerca de 200 espécies subtropicais a, principalmente, tropicais, nativas de formações campestres, savânicas e florestais de diversas densidades e tipos dentro de todos dos domínios de vegetação do Brasil (Amazônia, Caatinga, Cerrado, Mata Atlântica, Pampa e Pantanal), inclusive em área antrópica, campos rupestres, restingas e matas ciliares.
Nas Américas, ocorrem cerca de 70 espécies e, no Brasil, cerca de 28, concentradas no Sudeste do país (15). São especialmente comuns nos cerradões, formações florestais características do Cerrado, embora a espécie Z. rhoifolium também ocorra em savanas mais características. Podem ocorrer, em baixa densidade, nas latitudes médias da América do Sul, como o estado do Rio Grande do Sul.
Uma de suas principais características é a presença de acúleos robustos e agressivos nos ramos, tanto no tronco principal quanto nos secundários e até nas folhas, característica muito relevante para a sua identificação e que justifica o principal nome popular das espécies:
Porte: grupo de plantas lenhosas, arbustos, arvoretas ou árvores armadas, com ramos eventualmente avermelhados. Os indivíduos encontrados na região metropolitana de Belo Horizonte, amostrados pra este artigo, são árvores de porte pequeno a médio, em torno de 10 m de altura e tronco de 20 a 30 cm de diâmetro, de copa pouco robusta;
Folhagem: folhas verdes, grandes, alternas, imparipinadas ou paripinadas, compostas pinadas, aculeadas nas nervuras, formadas por folíolos alternos a opostos, sésseis ou não, crenados, dotados de glândulas oleíferas, em geral lanceolados, mais ou menos numerosos, maiores ou menores, conforme a espécie:
Floração: inflorescências axilares ou apicais, sem valor ornamental, em racemos, tirsos ou panículas grandes, ramificadas, piramidais ou mais globosas, formadas por flores trímeras a pentâmeras (3 a 5 pétalas), diclamídeas, unissexuadas (masculinas separadas das femininas), brancas a amarelo-esverdeadas;
Frutificação: folículos ou esquizocarpos normalmente esféricos, marcados pelas sépalas persistentes.

