Outros nomes populares: aguano, araputanga, cedro-i, mahogany-tree;
Origem: México, América Central, Brasil (especialmente na região Norte, Centro-oeste e Nordeste);
Família: Meliaceae;
Ecologia: planta semidecídua ou decídua, heliófita, típica de áreas subtropicais do México até equatoriais do norte da América do Sul, ocorrendo, no Brasil, em locais de floresta clímax e terra firme do interior da Floresta Amazônica, entre o sul do Pará até o estado do Acre, além de áreas de Cerrado. Muito explorada pela indústria madeireira na fabricação de móveis, motivo de ativismo do Greenpeace.
Produz madeira muito bonita e resistente, que se tornou uma das mais valiosas do mundo. Por esse motivo, foi muito explorada nas últimas décadas e está cada vez mais rara e frágil em nossa floresta, uma vez que os indivíduos mais robustos são derrubados perdendo-se, nesse processo, potencial genético.
Atualmente, segundo a lista vermelha de espécies da IUCN, é considerada ameaçada e isso só será revertido mediante mudança na postura do empresariado e dos consumidores, de pensar na exploração sustentável a longo prazo em detrimento do praticado hoje, de forma a manter a floresta em pé e economicamente viável por várias gerações;
Porte: pode atingir os 30m de altura e 80cm de diâmetro de tronco, que apresenta casca alaranjada;
Tronco: uma característica interessante do mogno-brasileiro é o tronco, que começa bastante sulcado longitudinalmente, com apenas a casca acinzentada aparente para, posteriormente, aparecerem manchas alaranjadas muito ornamentais entre placas de cascas:
Detalhe do tronco e da casca do mogno, com o lago do Parque Municipal ao fundo - centro BH. 17/04/2024
Folhagem: folhas amarelas quando novas a verdes posteriormente, alternas espiraladas, compostas pinadas e formadas por folíolos de formado oval-lanceolado, com a extremidade frequentemente afilada, como que se destacando do restante da folha:
Detalhe das folhas do mogno-brasileiro. 19/11/2021
Floração: inflorescências amareladas, dispostas em cimeiras, formadas durante o verão;
Frutificação: cápsulas lenhosas, pardas quando secas, dentro das quais há muitas sementes aladas de cor marrom. Amadurecem durante a primavera, porém frutos foram observados durante o inverno (começo de junho) em Belo Horizonte;
Inflorescência amarelada do mogno-brasileiro, observada durante a primavera. 14/10/2021
Fruto do mogno, após sair da casca. Ao fundo, a árvore da espécie. 27/09/2025
Uso paisagístico: árvore indicada para arborização em geral, especialmente de áreas amplas de parques, praças e jardins. Bastante importante para recuperação de áreas degradadas, como espécie terciária ou de comunidade clímax:
Mognos presentes em bosque no Parque Ecológico da Pampulha, em BH. 29/05/2022
Grupo de mognos presente no Parque Burle Marx (Parque das Águas), em BH. 28/05/2022
Enorme árvore de mogno presente no Parque Municipal Américo René Gianetti, no centro de BH. 17/04/2024
Mogno-brasileiro na orla da Lagoa da Pampulha.
Mogno na borda do Parque Ecológico da Pampulha - BH. 11/05/2024
Há extensos bosques de mognos-brasileiros na orla da Lagoa da Pampulha, entre o Marco Zero (no estacionamento da Parque Ecológico da Pampulha), e a Toca da Raposa, ainda ao lado do mesmo parque:
Pequeno bosque de mognos-brasileiros presente na orla da Lagoa da Pampulha, em BH. 19/11/2021
Sequência de mognos-brasileiros no estacionamento do Parque Ecológico da Pampulha, em Belo Horizonte - MG. 14/10/2021
Mogno amarelo por efeito de suas folhas novas durante a primavera no Parque Ecológico da Pampulha - BH. 27/09/2025
Sequência de mognos-brasileiros presentes na rua Timbiras, em BH. 02/10/2025











