Biologia da Paisagem

Inflorescência da bolsa-de-pastor.

Zeyheria montana – bolsa de pastor

Outro nome popular: mandioquinha-do-campo;


Origem: Brasil: todas as regiões, porém próximo do Brasil Central. Dessa forma, não ocorre em áreas do interior da Amazônia, litoral leste brasileiro e Sul (SC, PR);


Família: Bignoniaceae;

Ecologia: espécie terrícola, endêmica do Brasil, nativa dos domínios da Mata Atlântica, Caatinga, Amazônia e Cerrado, porém mais comum neste último, heliófita, típica de formações campestres a florestais semideciduais, passando por fisionomias savânicas. Em suma, prefere ambientes abertos e ensolarados, tolerando apenas formações florestais menos densas.

É uma espécie do mesmo gênero do ipê-tabaco (Zeyheria tuberculosa), porém menos comum. Até o momento, um único indivíduo foi encontrado (pelo autor deste artigo) em Belo Horizonte, em área aberta, elevada (930 m) e de encosta do Parque Estadual Serra Verde. Fora da cidade, em ambiente natural, é mais comum e foi registrada na RPPN Colina dos Tucanos, a cerca de 1100 m de altitude:

Raro indivíduo de bolsa-de-pastor.

Raro indivíduo de bolsa-de-pastor em área de encosta de BH, em um dos limites do PESV, no Mirante Serra Verde. 09/06/2023

Porte: arbusto, arvoreta ou árvore de porte baixo a mediano, marcada por ramos amplamente ferruginosos;


Folhagem: folhas verdes, coriáceas, discolores (face inferior acastanhada), compostas palmadas, sustentadas por pecíolos longos e esbranquiçados, formadas por folíolos elípticos grandes, que são separados entre si por peciólulos de até 4 cm;


Floração: inflorescências grandes, formadas por muitas flores campanuladas amarelas, externamente amarronzadas, muito ornamentais. Em Belo Horizonte, foram observadas durante o mês de junho:

Folhas palmadas da bolsa-de-pastor.

Detalhe das folhas palmadas da bolsa-de-pastor. 09/06/2023

Inflorescência da bolsa-de-pastor.

Inflorescência da bolsa-de-pastor, com a região de Venda Nova (Belo Horizonte) ao fundo. 09/06/2023

Frutificação: frutos típicos do gênero, um pouco menores que o fruto do ipê-tabaco (Zeyheria tuberculosa), felpudos, irregulares, semelhante a um disco ou pequeno ouriço e que justifica seu principal nome popular. Os exemplos retratados neste artigo foi encontrado durante o mês de junho e julho no Parque Estadual Serra Verde (Belo Horizonte) e RPPN Colina dos Tucanos (Sabará):

Uso paisagístico: espécie pouco tradicional no paisagismo convencional, porém de grande potencial, em função de suas flores muito ornamentais e porte bem moderado, o que permite seu plantio em ruas estreitas e espaços limitados de jardins e canteiros. No caso de plantio em ruas, considerar a pouca sombra fornecida. O aspecto marrom de suas folhas, flores e ramos jovens é muito interessante.

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