Biologia da Paisagem

Candeia-verdadeira florida.

Eremanthus erythropappus – candeia verdadeira

Outros nomes populares: cambará, dedal, dedaleira, pacari, pau de candeia;


Origem: Brasil - região Sudeste e Goiás;


Família: Asteraceae;


Ecologia: espécie caducifólia, heliófita, rústica, endêmica do Brasil e nativa dos domínios do Cerrado e da Mata Atlântica, em regiões montanhosas e elevadas (entre 700 e 2400 m de altitude), principalmente formações secundárias. Apresenta ocorrência desde em formações campestres, como os campos rupestres e campos de altitude, savânicas (o próprio Cerrado) até florestais, como as matas ciliares e florestas estacionais semideciduais. Não apresenta o crescimento rápido e o ciclo de vida curto típicos das pioneiras. 


Tem ampla dispersão e forma agrupamentos (candeais), formações associadas ambientalmente às florestas de maior porte, e há evidências de que os candeais as protegem dos incêndios e dos efeitos de borda. É muito comum em bordas de florestas, de forma que apresenta significativa rusticidade e resistência à alta luminosidade, calor e ventos mais fortes. Sua ocorrência está confirmada na RPPN Colina dos Tucanos - região de Ravena - sabará (MG), a cerca de 1090 m de altitud:

Árvore de candeia.

Candeia presente em área de cerrado acima de 1000 m de altitude na RPPN Colina dos Tucanos - região de Ravena - MG.

Candeia-verdadeira florida.

Candeia-verdadeira florida durante o inverno na RPPN Colina dos Tucanos - MG. 12/07/2025

Porte: árvore de 6 a 10 m de altura, formada por copa arredondada e pouco robusta e sustentada por tronco tortuoso, de até 35 cm de diâmetro, dotado de casca grossa, suberosa e muito fissurada longitudinalmente;

Folhagem: folhas verdes, um pouco elípticas, de margens inteiras, glabras na face superior e muito tomentosas na inferior, discolores (apresentam coloração branca ou cinza na parte de baixo), sustentadas por pecíolos curtos;

Floração: inflorescências formadas por muitos glomérulos e centenas de capítulos na cor creme a amarronzada, sustentadas por pedúnculo tomentoso e formadas entre o inverno e a primeira metade da primavera;


Frutificação: aquênio pequenino, disperso pelo vento entre o inverno e a primavera:

Uso paisagístico: espécie muito incomum no paisagismo convencional, porém aplicável para espaços pequenos e inclusive é uma opção para arborização urbana sob fiação elétrica. Seu tronco texturizado pode ser considerado um atrativo estético e a árvore como um todo apresenta potencial ornamental, com ou sem flores. Pode, também, ser utilizada em reflorestamentos mistos.

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