Origem: Brasil, principalmente na região Norte;
Família: Mutingiaceae;
Ecologia: muito comum nos trópicos das Américas, é típica de formações florestais do domínio amazônico, como em matas de galeria e florestas de terra firme. Nos outros estados, está mais associada à presença humana, como seu amplo uso na arborização urbana. É a única espécie do gênero Muntingia;
Porte: arbusto ou árvore de 4 a 8 m de altura, sustentada por ramos tomentosos e dotados de tricomas;
Folhagem: folhas verde-claras, simples, alternas, tomentosas, arranjadas de forma dística ao longo dos ramos, bem característico da espécie. São discolores, assimétricas, de margens serreadas, ápice acuminado e apresentam formado bem lanceolado;
Floração: flores solitárias, axilares e/ou terminais, dispersas na copa, brancas de centro (estames e pistilo) amarelado. Em Belo Horizonte, foi observada tanto no verão quanto no inverno;
Frutificação: baga arredondada verde, que também se formam em diferentes épocas do ano:
Uso paisagístico: esta espécie é indicada e comum na arborização urbana de Belo Horizonte. Não apresenta grandes atributos ornamentais, mas compõe a paisagem das cidades com mais biomassa verde. Sua rusticidade permite o plantio em áreas de baixa manutenção.

Calabura presente em local de baixa manutenção na via 240, altura do bairro Providência, em BH.

Calabura plantada na rua por morador da avenida Heráclito Mourão de Miranda, em Belo Horizonte. 10/12/2023.

Calabura presente na arborização da orla da Lagoa da Pampulha, em BH.

Calaburas presentes na mata entre a Cidade Administrativa e o Parque Estadual Serra Verde, em BH. 19/12/2024